sábado, 25 de setembro de 2010

Parada da Diversidade 2010: liberdade para amar

por Annelize Tozetto

Uma festa que celebra a liberdade. Uma festa que prega a liberdade. Liberdade de amar, indiferente de sexo e principalmente de opção sexual. Assim vejo a Parada da Diversidade 2010, realizada em Curitiba, no último dia 19. Nada mais encantador do que essa pluralidade: jovens ou não, adultos ou não, de Curitiba, de Ponta Grossa, de Santa Catarina ou de São Paulo, todos juntos, reunidos para celebrar e também para lembrar que todos – absolutamente todos – tem o direito e a liberdade de amar quem quiserem.

Com o tema “Defenda a cidadania, vote contra a homofobia”, a Parada Gay (como é conhecida) quis nesse ano chamar a atenção do público e das autoridades para as eleições desse ano e das inúmeras lei e emendas que podem entrar em vigor para todos em relação a direitos LGBT.  Todo mundo botou pra quebrar, ao som de muita música eletrônica, de risos. Sem contar a caminhada da Praça do Homem Nú até o Palácio Iguaçu, que como diz o texto da Doroth, foi cheia de significados. Afinal, se despir de si mesmo e dos próprios preconceitos não é tarefa fácil pra ninguém.

Pessoalmente, a festa serviu para eliminar da minha vida uma espécie de ranço preconceituoso advindo da minha própria educação.  Uma espécie de limpeza de alma,  que me deixou feliz, leve e com  mais vontade ainda de entrar nessa luta.  Existe algo muito maior por aí (vocês sendo céticos ou não) e que aceita nossas decisões e que nos incentiva a lutar pelo direito de igualde com todos. Não foi assim com as mulheres no decorrer dos anos? Então, porque não pode ser com lésbicas, transsexuais, travestis e gays?


Heresia para alguns? Sim, infelizmente. Cada um acredita no que quer, mas o espaço do outro deveria ser sempre respeitado. Não deveria existir caras feias, falas preconceituosas ou coisas do gênero. Nem com opção sexual, nem com religião. Se cada um respeitasse o outro, já seria um bom começo. Não precisa se engajar na luta… mas sim procurar entender, procurar conhecer o que se passa e respeitar.

A Parada me fez pensar nisso. O blog Além da Parada me faz pensar nisso sempre. As reuniões com o pessoal (Ana, Doth, May e o Deh) me conscientizam cada dia um pouco mais. Só tenho a agradecer por tudo, especialmente pela experiência fantástica do último domingo. E que venham outros eventos, outras oportunidades e outras pessoas interessadas em fazer uma comunicação diferente e compartilhada, levando em conta a realidade LGBT. Se as pessoas pararam três minutos para pensar sobre o assunto e mudar , o esforço já terá valido a pena.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pós-graduação em Curitiba oferece curso gratuito sobre Igualdade de Gênero na Escola

Com o objetivo de provocar a reflexão crítica acerca do sexismo e da homofobia no âmbito escolar, promovendo seu enfrentamento com referencial teórico, o curso de identidade de gênero está com as inscrições abertas. O Programa de Pós-graduação em Tecnologia da UTFPR, do campus Curitiba, oferecerá o curso direcionando a todos os profissionais que atuam ou pretendem atuar na área de educação.

As aulas são gratuitas e o total terá duração de 80 horas/aula, sendo ministrado nas dependências da UTFPR. Estão previstas aulas às sextas-feiras à noite e aos sábados pela manhã e à tarde. Haverá turmas que se iniciam em outubro: turmas A e B (sextas e sábados), C, D, E e F (somente sábados). A abertura das aulas ocorrerá dia dois de outubro, das 9h às 12h, e o primeiro grupo terá inicia dia 24 de setembro.

Os módulos são: gênero, sexualidade e diversidade sexual; gênero, educação e diversidade sexual; gênero, diversidade sexual e mídia; enfrentamento à violência de gênero e projeto de intervenção educacional.
Para saber mais detalhes,entre em contato com Lucas pelo telefone (41) 3310-4711, entre às 14h e 17h. Para se inscrever, os interessados deverão enviar um email para igualdadedegenero.ppgte@gmail.com, informando o nome completo, RG, telefones de contato, escola em que atua, função exercida e em qual turma deseja participar.

Fonte: site UTFPR

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Campanha pelo voto consciente: Lista de políticos homofóbicos




Ajude a causa contra a homofobia politíca!

No Blog: Envie o nome e o partido do candidato nos comentários abaixo e ajude a comunidade LGBT a defender os seus direitos!

No Twitter:Por favor, dê RT = Você conhece os politícos homofóbicos? Tuite o nome e o partido do candidato com #politicohomofobico.
Divulgue! Divulgue muito! No seu Blog, Orkut, Facebook, Twitter... seja onde for! Não deixe a homofobia passar impune. Denuncie!



Reblogado da Revista Arco-Iris:

http://www.blog.revistaarcoiris.com.br/2010/02/diga-nao-homofobia.html


Bom, não é de hoje que ajudamos e colaboramos com a causa LGBT. Essa semana, depois do que li na internet, encontrei duas notícias: uma boa e outra preocupante:

A boa é que os dois maiores inimigos do projeto de lei que criminaliza a homobia no Senado Federal, o mandato dos parlamentares Magno Malta (PR-ES) e o bispo Marcelo Crivella (PRB-RJ) terminam no início de 2011. A preocupante é que, nos bastidores políticos, é tido como certo que eles tentarão se reeleger.
O caminho de Crivella é mais promissor. Os evangélicos, que votam em massa no bispo, são uma força eleitoral no Rio de Janeiro e o presidente Lula apóia o representante da Igreja Universal do Reino de Deus. Quanto a Magno Malta, a candidatura de um representante ligado à Igreja Católica no Espírito Santo pode tirar votos dele, que conseguiu reunir simpatia de todos os religiosos para se eleger.
Toda semana aparece alguma revelação homofóbica de um político. Seja pelo machismo brasileiro, seja por um preconceito real, diversos políticos fazem questão de barrar leis e direitos LGBT por não considerarem algo “normal”. Não é preciso nem citar os religiosos políticos pois eles são um caso à parte.

Segue abaixo uma lista de politícos homofóbicos declarados:

Paes de Lira (PTC)
Olavo Calheiros (PMDB/AL)
Bispo Rodovalho (PFL-DF)
Waldir Agnello (PTB/SP)
Walter Brito (PSDB-PB)
Magno Malta (PR-ES)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Rodovalho (DEM-DF)
Valter Araújo (PTB)
Waldir Agnello (PTB)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)


Édino Fonseca, em seu primeiro mandato como deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PSC, acha que o estado deve financiar "tratamento" para gays e lésbicas que queiram mudar sua opção sexual!
Os vereadores pastor Mariano Júnior (PSDB), pastor Carlos (PTB), Francisco Canali (sem partido) e Rose França (PTB) afirmam que gays e lésbicas desrespeitam a sexualidade imposta por Deus, e por isso, promovem a decadência da família.
O deputado Miguel Martini (PHS-MG), que integra a frente parlamentar em defesa da família e da vida, disse que o projeto quer "calar a boca" dos cristãos contrários à homossexualidade.

Ajude a causa contra a homofobia politíca!

No Blog:Envie o nome e o partido do candidato nos comentários abaixo e ajude a comunidade LGBT à defender os seus direitos!

No Twitter:Por favor RT = Você conhece os politícos homofóbicos? Tuite o nome e o partido do candidato com #politicohomofobico.
Divulgue! Divulgue muito! No seu Blog, Orkut, Facebook, Twitter... seja onde for! Não deixe a homofobia passar impune. Denuncie!


A seguir, uma cartaz de denuncia contra tais políticos criado pelo GGA- Grupo Gay Atitude ,de São Gonçalo:



Esperamos sua denuncia, para fazermos uma campanha parecida no Paraná.
Denuncie quem te oprime!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Prêmio Aliadas 2010 marca compromisso com a causa LGBT


Na noite do dia 17 de setembro ocorreu na Sede da Aliança Paranaense pela Cidadania mais uma edição do Prêmio Aliadas

O Prêmio Aliadas tem o objetivo de reconhecer e agradecer as pessoas e instituições que promovem e apoiam a garantia dos direitos humanos e a cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no nosso estado. Nessa edição um conjunto de organizações que formam a Aliança Paranaense Pela Cidadania LGBT – APPAD, Ártemis, CEPAC, Dom da terra, Grupo Dignidade e Transgrupo Marcela Prado – unidas indicaram 16 pessoas e instituições nas seguintes categorias:


Legislativo Municipal:
· 1.Vereadora Professora Josete / 2.Vereadora Renata Bueno / 3.Vereadora Julieta Reis

Legislativo Estadual:
· 1.Deputado Tadeu Veneri / 2.Deputado Professor Lemos / 3.Deputada Rosane Ferreira / 4.Deputado Fábio Camargo

Legislativo Federal:
· 1.Deputado Federal Dr. Rosinha

Executivo Municipal:
· 1.Coordenação de DST e Aids - Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba

Executivo Estadual:
· 1.Divisão de DST e Aids - Secretaria de Estado da Saúde / 2.Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos / 3.Secretaria de Estado da Justiça – CODIC / 4.Secretaria de Estado da Educação – NGDS/DEDI

Executivo Federal:
· 1.CGLGBT – Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos – SDH / 2.GT LGBT - Secretaria Nacional de Segurança Pública – MJ / 3.Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais – MS

A minha história dos outros: “Não é fácil ser lésbica”




Uma menina que não brincava de boneca. “Eu era um moleque que corria na rua com os meus amiguinhos, jogava futebol, subia em árvores, brincava de taco, atirava com armas de brinquedo, passava em rampas com bicicleta, jogava bombinhas pra assustar quem passava na rua. Era muito bom!”, relembra a gaúcha da cidade de Torres, Paula dos Santos, 27 anos.

Na adolescência as dúvidas transformaram-se em certeza e, aos 14 anos, Paula sabia que era lésbica. “Foi difícil me entender e aceitar, por isto entrei em depressão. No entanto, conheci pessoas maravilhosas, amigos que me aceitaram e ajudaram a me entender me fazendo perceber que não sou uma aberração, apenas sou diferente no quesito ‘amor’”. E não somente ela se aceitou, como muitos que não concordavam com a homossexualidade acolheram a Paula por conhecê-la. Amizades que superaram as diferenças. “Minha família também sempre soube, e aos poucos fomos falando no assunto. Eles me entendem e não me cobram por causa disto. Sutilmente eu deixo claro a todas as pessoas próximas a mim que sou lésbica. Ninguém me virou as costas”.

 Paula tinha certeza da paixão por mulheres. Contudo as experiências demoraram por um motivo bem simples: a dita timidez. Tanto que precisou de uma iniciativa da outra pessoa. “Foi estranho no começo, mas percebi que era o que gostava. Aconteceu naturalmente, mas a iniciativa partiu da menina”.

A estudante de Ciências Contábeis e recenseadora do censo 2010 superou quase todas as etapas que surgiram após a confirmação da homossexualidade, menos a do amor “proibido”. No começo era uma brincadeira com uma colega de trabalho. “No inicio eu não queria, mas aos poucos foi mudando meu olhar. Ela brincava dizendo que queria me beijar, até o dia que deu certo e nos beijamos mesmo. Senti meu corpo tremer, ela sentiu mais que curiosidade. Ela quis mais... e teve mais”, conta Paula.

Os sentimentos estavam se transformando, Paula ficava ansiosa para que chegasse a hora de trabalhar e assim vê-la. Sentia frio na barriga. “Meu dia era sempre bom, por pior que fosse. Ela tem tudo que se quer em alguém”, define apaixonadamente.

 A primeira vez se tornou várias e queriam estar uma com a outra. Sempre. A relação deixou de ser brincadeira e foram cinco meses de carinho e visitas constantes até chegar o momento de contar para a mãe dela. Na hora a sogra aceitou. No dia seguinte, percebeu a realidade da confissão, fez um escândalo e levou a filha a 80 km de distância. “Sim, ela foi. Foi porque a mãe dela ameaçou tirar dela a pessoa que ela mais ama no mundo, a irmã. Além de ameaçar suicidar-se”.

Cinco meses depois da data da fuga, a situação não se fez diferente. A “minha garota” como Paula a chama, é vigiada a todo momento pela mãe que tem medo que as duas se reencontrem. Vigilância que não nota recados offline no msn ou reencontros em segredo.  “Não é fácil ser lésbica, muito menos lésbica sem aceitação dos amigos e família. Graças a Deus isso eu tenho. O único problema é a minha ‘sogra’, que não aceita o meu namoro com a filha dela”.