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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma travesti a menos e uma vitória a mais para a homofobia

Sim, mais uma pessoa morreu devido a intolerância. Dessa vez foi uma travesti de Campina Grande, que foi morta a facadas na madrugada da última sexta-feira. Segundo a polícia, a vítima, Daniel de Oliveira Felipe (Inete), tinha 24 anos e foi atingida por mais de 30 facadas pelo corpo. O crime foi registrado pelas câmeras de trânsito da Superintendência de Trânsito da cidade.

Confira mais detalhes na matéria abaixo, realizada pelo programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.

  
 
No blog da Associação dos Homossexuais de Campina Grande (AHCG)  há palavras de pesar e solidariedade a família da vítima. A associação declara que os criminosos se "aproveitaram pelo fato da vítima ser deficiente física e ter seus movimentos limitados, dificultando sua fuga e facilitando a ação violenta e homicida".

Ainda em postagem no blog, a AHCG reflete sobre a coincidência de estarmos na semana santa. "A páscoa é um momento tão reflexivo, é quando se fala muito sobre fraternidade e solidariedade. É justamente nessa época que nos deparamos com uma situação como essa, onde uma vida em perigo clama por ajuda e as pessoas ignoram como se não estivesse acontecendo nada. Será a banalização da vida? Ou será que por ser uma travesti não se merece socorro, não merece dignidade?", questiona.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sessão Pinkpoca (com denúncia)= "Ser feliz incomoda muita gente"

(por Dorothy Lavigne)

A Sessão Pinkpoka de hoje não vai ser "fofinha". Trata-se de uma violencia que ainda ocorre na vida de muitos jovens LGBT, quase 2 décadas depois da retirada da homossexualidade do Código Internacional de Doenças (CID-10):




Pra quem não entendeu o video, a Unicamp, uma das mais tradicionais instituições de ensino superior desse pais, lugar onde produz conhecimento a "nata intelectual brasileira", esta entrando com processo contra uma estudante:

Motivo: no dia posterior ao 8º ENUDS, teve o atrevimento de espalhar cartazes e material de cunho "pornografico" naquela universidade. Afinal, onde já se viu uma aluna respeitável obrigar os colegas a verem palavras de baixo-calão, como

"vamos rifar os corpos" (claro, pois naõ vivemos numa sociedade machista e nunca se viu uma estudante ser rifada num trote),

"você tb mata uma travesti com seu preconceito",

"(...) fode mas não deixa gozar"

Agora, juro que não entendi o final do video. Parece que os familiares querem internar a garota numa clinica psiquiatrica.
Será que estaria sendo internada a contra-gosto, por participar de um evento tão "promíscuo" e "imoral"? Peraí, o homossexualidade não foi despatologizada a quase 20 anos atras?
Ou será que acharam o ato subversivo demais? Nesse caso acho que precisam avisar ao Magnifico Senhor Reitor da Unicamp e a Policia de Bons Costumes que a Ditadura já acabou.

E prinicipalmente; quem vai tomar alguma atitude?

Pra quem acha que exagero no ironia e nas criticas, leia a repercussão do caso no site do PCO:

"A estudante divulgava um ato pela diversidade sexual na entrada de carros da portaria dois da Unicamp, no dia 14 de outubro. “Ao amanhecer a vigilância do campus foi chamada e retiraram todos os cartazes, já para a Janis, chamaram o SAMU, que a encaminhou para o Hospital das Clínicas, onde foi medicada, dopada, amarrada e internada.” (Manifesto da Janis)

Segundo o Receituário do Hospital das Clínicas, a “paciente foi trazida pelo SAMU em 14/10/10, pois estava no campus da Unicamp FAZENDO PROTESTO pelas minorias homossexuais”.


Força na peruca!
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