quinta-feira, 30 de junho de 2011

Brasil registra dois casamentos gays em um mês

A juíza Júnia de Souza, da 4ª Vara de Família de Brasília, converteu a união estável homoafetiva de Sílvia del Vale Gomide Gurgel e Cláudia Helena de Oliveira Gurgel em casamento nesta última terça-feira, dia 28, em Brasília. A advogada na ação, Maria Berenice Dias, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e maior especialista da área no País, declara que “a Justiça continua nos mostrando que é corajosa”.

 
Com o casamento gay, todos os direitos são agora plenamente garantidos aos casais homossexuais. Para a vice-presidente, existe uma demanda reprimida. “Elas pensaram em mudar para a Argentina para se casarem”, disse. Para a especialista em Direito Homoafetivo , “não tem porque a lei não atender os sonhos e os desejos das pessoas”, garantiu. Para ela, o que o Supremo Tribunal Federal fez foi chancelar o que a justiça já estava fazendo. Berenice esclarece que o Ibdfam solicitou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que todas as ações relacionadas a casais do mesmo sexo sejam encaminhadas às varas de família, onde estas varas específicas existirem.
 
Silvia Gomide Gurgel afirma que “essa sentença fez com que ganhássemos cidadania, nós não nos sentíamos parte do país. Agora somos cidadãs e desfrutamos de toda a legalidade”. O casal conta que já vive junto há onze anos e que o casamento vai mudar apenas aspectos econômicos e emocionais. “Por nos sentirmos parte do país agora, nós, que havíamos pensado em mudar para uma nação que reconhecesse nossa união, vamos ficar e continuar nosso negócio no Brasil, além disso, a sensação de não pertencimento e de viver à margem foi transformada”.
 
Esse já é o segundo casamento gay registrado na história brasileira. O primeiro  foi do casal Luiz André Rezende Sousa Moresi e José Sergio Sousa Moresi. O Juiz da 2ª Vara da Família da Comarca de Jacareí, Dr. Fernando Henrique Pinto, autorizou no dia 27 de junho a solicitação de casamento civil feita pelo casal.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mortal Kombat, Street Fighter, KOF e homoexclusão



Mortal Kombat, Street Fighter, KOF e homoexclusão
(por Zé Roberto- da comunidade LGBT Brasil do Orkut)


Quando comprei Mortal Kombat Armageddon soube que era possível criar personagens. Na mesma hora eu pensei: “Linda! Vou fazer um personagem travesti para chocar a comunidade!” . Fui obrigado a jogar horas a fio para ganhar “moedas” suficientes e comprar roupas para os meus personagens. Quando consegui, fui lá fazer meu personagem. Decepção! Simplesmente não era possível colocar roupas femininas num lutador masculino! :-O

Fiquei pensativo e reflexivo. Não somente pelo aviltamento do direito de eu vestir meu personagem da maneira como eu quiser , como também pela questão de que muitos personagens de vídeo games preenchem 100 % papéis heteronormativos. A maioria deles são todos homens e mulheres extremamente masculinos e femininos, respectivamente.

Tudo bem! Sei que estes jogos querem vender uma imagem de perfeição, de força, de potência e os estereótipos de homem e de mulher preenchem estes requisitos. (Como se não pudesse haver um “modelo perfeito de gay ou lésbica!) O problema aí é a exclusão total de LGBTs deste universo. Pensei nos meus jogos prediletos – Mortal Kombat e Street Fighter. Não há personagens LGBTs assumidos.

Comentei com um amigo meu sobre isso e ele me disse que “minha vida gira em torno da causa LGBT e que eu estava vendo pêlo em casca de ovo ”. Impressionei-me como é que a heteronormatividade é naturalizada de tal forma que ao questioná-la, as pessoas simplesmente não te acompanham. Às vezes eu tenho a impressão de que gays e lésbicas (principalmente os afeminados e as masculinizadas) não se importam de não serem representando em lugar algum. Acham normal todos os personagens de games serem homens masculinos e mulheres femininas.

Esse debate suscita questões interessantes, como a diferença entre homofobia e homoexclusão.

A homofobia caracteriza-se por um discurso de ódio, uma violência e uma discriminação, opiniões tortas e irrefletidas. Ela é ruim. Mas a homoexclusão é tão prejudicial quanto a homofobia. Dá aos LGBTs um sentimento de inadequação, de não pertencimento à humanidade, de que sua existência é completamente anormal (num sentido qualitativo). Ela é cruel porque naturaliza os heterossexuais como regra absoluta. Além disso, ela tira dos heterossexuais uma consciência social de pluralidade e diversidade de existências humanas , o que os torna extremamente chapados, intolerantes e com sentimentos de presunção, superioridade e petulância com relação à si próprios.

Dizer que a exclusão de personagens LGBTs de muitos games é “acaso”, é balela pura. Em The King of Fighters , por exemplo, temos personagens LGBTs clássicos como Vice (?), King, Benimaru, Iori (tem uma certa androgenia). Nesse sentido, há, a meu ver, um problema cultural entre EUA e Japão. Os jogos que tem influência japonesa tem mais abertura a estes personagens. Já jogos 100 % americanos (como Mortal Kombat) são totalmente heteronormativos.

O jogo Street of Rage III, há alguns anos atrás, quando feito por japoneses, lançou o personagem Ash , um estereótipo da bicha norte-americana sadomasoquista. Batia MUITO! Na versão americana ele foi retirado por causa do medo de que alguns pais reclamassem de que um personagem gay pudesse influenciar seus filhos.

O mais engraçado dessa imbecilidade é que trata-se de jogos da mais pura violência, com cabeças decepadas, braços arrancados, dentes para fora, tiros de toda forma , mas que exclui personagens LGBTs como forma de proteger as crianças. A sociedade só pode ser doente! Eu queria realmente entender que poder é esse dado aos gays, maior do que a mais pura e doentia violência dos jogos de vídeo game.

Ora, mas por que ter personagens LGBTs é importante? Simples! Porque eles têm penetração entre crianças e jovens, que ao tomarem contato com a diversidade de gênero e de possibilidade de manifestações de elementos masculinos e femininos , passam (em tese) a ser mais tolerantes ou a compreender que as pessoas não têm que ser todas iguais e que LGBTs são parte do mundo (ainda que sejam “errados”, mas pelo menos eles existe!).

Os fanáticos religiosos sabem que no dia em que educarmos as crianças, seus fundamentos homofóbicos deixarão de existir e não precisaremos mais punir os adultos. Daí a reação contra o kit contra a homofobia. É na educação de base que mudamos a sociedade.

Infelizmente isso é visto como uma forma de incentivar o “homossexualismo” (sic). Seja como for, essa tendência nos jogos eletrônicos tem mudado consideravelmente. Encontramos personagens LGBTs em vários games, o que é muito bom! Mas ainda assim essas iniciativas são tímidas. Seja como for, este debate serve para nos fazer refletir sobre o impacto da homoexclusão, da naturalização da heternormatividade dos próprios LGBTs e do incrível poder que é dado à homossexualidade e da pluralidade de gêneros, maior que o da violência cabal dos games.

Muitos negros passaram a exigir sua presença em filmes. Judeus resgataram seu papel para a humanidade. Africanos têm mostrado que o berço da humanidade é ali e exigem seu papel nos livros de história. Mas é triste constatar como LGBTs acham perfeitamente normal um lugar (um jogo ou qualquer coisa) sem sua presença. Acostumamos-nos a sermos invisíveis . Lamentável.

Amor e Paz

terça-feira, 28 de junho de 2011

No meio do caminho tinha um muro...

Artigo que escrevi a alguns anos atras sobre o histórico e subversivo 28 de junho de 1969. Uma boa oportunidade para relembrar nossos heróis.





"No meio do caminho tinha um muro"
(por Dorothy Lavigne)

Ha momentos, na longa caminhada humana, e mais exatamente na sua contemporaneidade, que costumam ser abandonados, uma vez julgados e condenados pelo tenebroso Tribunal da Historia, e seus heróis, principalmente os anônimos, punidos por aquela à qual Camões designou em sua obra magistral como a "Lei da Morte", a saber, o esquecimento. O titulo deste segundo artigo, mais que uma paródia ao famoso poema de Drummond, é uma alusão a um destes momentos-chave, que nunca está presente nos livros e atas históricas, apagados da lembrança da maior parte da sociedade; mesmo tratando-se de um marco único em um processo social que, ao partir de um determinado segmento e tendo como foco o mesmo grupo, acaba por atingir indiretamente a totalidade das construções e interações sociais.
Mesmo correndo o risco de parecer -ou, de fato, ser- por demais acadêmica, gostaria de apresentar um recorte de jornal como introdução pertinente(uma boa fonte é sempre bem-vinda):


"De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis - todas em drag - foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma sapatona, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a cena tornou-se explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os tiras..."
(2)



Observemos os fatos: havia na decada de 60 vários bares destinados então ao segmento GLS no bairro novaiorquino de Greenwich. Era bastante comum e corriqueiro (na verdade uma norma) que houvessem batidas e inspetorias policias nestes lugares, por uma séries de pretextos- geralmente falta de licença para venda de bebida alcoólica. Estas intervenções geralmente acabavam com o fechamento do estabelecimento e apreensão das bebidas, e de "todos os que se encontravam travestidos". Na madrugada do dia 28 para 29 de junho do ano de 1969, porém, ao praticar o ato já costumeiro e prender alguns travestis (3),num bar da região chamado Stonewall Inn, a força repressora teve uma grande surpresa: os clientes do local resolveram resistir em solidariedade aos amigos. Logo o bairro transformou-se um palco-de-guerra, quando os homossexuais e trangêneros resolveram armar barricadas e, no ápice da revolta, prenderam os policiais dentro do proprio bar e passaram a incendia-lo.
Os soldados conseguiram a muito custo escapar, mas, ao voltar no dia seguinte, encontraram uma série de pichações e cartazes pedindo, pela primeira vez na historia, respeito e igualdade de direito. Tal episódio tornou-se conhecido como "A Batalha de Stonewall" ("Stonwall Riot") e é o mais significativo ato da militância LGBT, ao passo que marca oficialmente o inicio de um movimento organizado. É por isso que o dia 28 de junho é mundialmente saudado como Dia do Orgulho,
porém um dia de conscientização e confronto, não à mesma maneira de 69, pois mudou-se o contexto.
Mas ainda há muito espaço para conquistar. Ainda há muitos pedaços que restaram dentro de nós daquele pequeno e ao mesmo tempo enorme Muro de Pedra do suburbio de
Nova York.


Quer saber mais?
http://www.esquerda.net/dossier/batalha-de-stonewall-marco-do-movimento-lgbt

NOTAS:
1-Artigo apresentado no jornal "O Grito" do CAHIS (Centro Acadêmico de Historia) da UFPR, edição de nº2, Novembro de 2008.
2-Trecho do jornal "Village Voice", por ocasião do fato.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Campanha: 1,5 milhões de assinaturas pelo PLC 122

Aproveitando nossa 100ª postagem para repassar esta importante campanha

FONTE:http://www.plc122.com.br/militancia-pretende-recolher-assinaturas-pro-plc122/#axzz1PwUC22WX

Militância pretende recolher 1,5 milhão de assinaturas pró plc122

(Por Marcelo Gerald)

A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo deste ano promete ser a mais politizada de todas as últimas edições.

A edição do ano passado já apoiava temas políticos com o lema “Vote contra a homofobia”.

Eu sempre vi a Parada como um ato político, independente da alegria e do caráter de festa. Embora muitos façam críticas duras ao evento e questionam se temos algo para nos orgulharmos, eu defendo que sim, afinal várias pessoas dizem o ano todo que ser gay é ser/estar errado, como se fosse apenas um comportamento que pudesse ser modelado ou até mudado. A própria presidenta da República ao suspender o kit anti-homofobia, transmitiu esta ideia errônea, dizendo que o governo não vai estimular “comportamentos” (sic).

Esta é uma das razões da importância de nos orgulhamos, sim. Precisamos mostrar que não somos e nem estamos errados e também que não nos envergonhamos de ser LGBTs.

Além de participar da parada, todos poderão apoiar e divulgar o abaixo assinado elaborado pela APOGLBT e pela ABGLT, com o objetivo de reunir 1,5 milhão de assinaturas apoiando o projeto de lei contra a homofobia.

A Frente Paulista Contra a Homofobia abriu evento no Facebook com o objetivo de recrutar voluntários para coleta de assinaturas.

Faça sua parte!

Se não vai comparecer à Parada de SP, você também pode imprimir e coletar assinaturas na sua cidade.

Pegue o modelo aqui.

Imprima, e depois de completar as assinaturas, basta enviar para a ABGLT, no seguinte endereço:


Avenida Mal Floriano Peixoto, 366 – cj 47 – Curitiba – PR – CEP: 80010-130

Atenção para o prazo! As assinaturas devem ser enviadas até o dia 10 de dezembro.

Diversidade: Libere essa Idéia!

“É ou não, piada de salão? Maconha proibida, mas homofobia não!!!”

No último sábado, dia 18 ocorreram em todo pais, concomitantemente, as chamadas Marchas da Liberdade. Para quem ainda não sabe, os eventos forma organizados com o objetivo de denunciar o proibição da Marcha da Maconha, movimento até aquele momento censurado pelo Poder Publico , embora legitimado por uma grande parcela da população- e que busca meramente pregar a legalização das drogas. Como militante, acompanhei de perto toda a movimentação, e cheguei a participar da ultima reunião junto com a organização do evento. Neste artigo, vou apresentar meu relato, e minha opinião.

Em Curitiba, a concentração começou por volta das 11 da manhã, na Praça Rui Barbosa, centro da cidade. Durante a oficina de confecção de cartazes, foi possível dar uma rápida espiada em quais as bandeiras defendidas e os movimento sociais presentes- que iam desde uma manifestação contrária a instalação da Usina de Belo Monte, contra o novo código florestal, até a chamada para a Marcha das Vadias, passando pela Campanha em prol do PLC 122 (que criminaliza a homofobia), além, é claro, da polêmica sobre a legalização das drogas. Todos os grupos unidos e tendo em comum a defesa da Liberdade de Expressão, direito muito falado, porém muito pouco compreendido e menos ainda colocado em prática.

Por volta do meio-dia, iniciou-se a caminhada em direção ao Centro Cívico. Centenas de manifestantes, a grande maioria jovens, fizemos muito barulho no centro da cidade, paramos em vários lugares, para debater com a comunidade e apresentar nossas indignações. O movimento de cunho absolutamente pacífico. Não houve nenhum tipo de contratempo, talvez alguma discussão com a polícia, ou algum desentendimento temporário entre manifestantes, “praxe”em eventos deste porte. E, mais interessante, não pude ver em momento algum, rigorosamente ninguém se utilizando de drogas, sejam licitas ou ilícitas. A Marcha da Liberdade em Curitiba, foi em suma, um ato publico muito bem organizado e sem nenhuma surpresa desagradável. O que é até um alívio, se tratando da capital nacional do nazifascismo.

Na minha singela opinião, os integrantes da Marcha da Liberdade merecem todos os louros, pois estão literalmente fazendo história. Já há indicações de que o movimento cresça e angarie apoio de mais pessoas e mais bandeiras. O que era para ser uma passeata a favor da legalização das drogas está se tornando um grito nacional contra a criminalização dos movimentos sociais, uma união de vários grupos em prol de um bem comum- a Liberdade, direito básico de todo ser humano (ou que ao menos deveria sê-lo numa democracia), mas que costuma ser relativizado no Brasil, quando religiosos fundamentalistas, se vem no direito de amaldiçoar e ameaçar LGBTs, mas não aceitam que os mesmos possam andar de mãos dadas nas nossas ruas, apenas para citar um exemplo mais próximo.

O que era para ser uma critica a policização do uso de cânhamo, por maiores de idade, a para uso recreativo, acabou por se tornar , graças a censura por parte de segmentos conservadores, viúvas da ditadura e juízes distorcionistas-constituicionais, um movimento nacional que prega a união das minorias, dos excluídos e dos perseguidos políticos. As minorias unidas, formam a maioria e já passou da hora de nos juntarmos na luta.

Entendo que tal união se faz necessária, não apenas como estratégia política, mas porque analisando mais profundamente, trata-se de uma mesma luta. Nós, aqueles que se enquadram socialmente como LGBTs (deixando de lado as controvérsias internas sobre identidade) queremos exatamente a mesma coisa que os defensores do direito de acesso à maconha: direito de discernir sobre nossos próprios corpos e sentimentos, sobre nossas experiências de vida. Afinal, quem manda nos nossos corpos? A cultura? A religião? As instituições civis?

Tive a oportunidade de estar presente no dia anterior a Marcha, numa Audição Publica contra a legalização das Drogas, que teve lugar na Câmara Municipal, evento organizado por pastores evangélicos e aberto, literalmente, “em nome de Jesus” (e isto, numa instituição que deveria ser laica !). Não há dúvidas: o mesmo movimento que quer usar o argumento do cacetete contra nossos jovens que usam maconha, também milita contra a criminalização e banalização da homofobia, e contra a laicidade de estado. Colocam toda e qualquer bandeira progressista num mesmo balaio, e rifam nossos direitos mais elementares em nome da moral e dos bons costumes.

Defendo que precisamos, mais que nunca, unir forças, pois o outro lado, que não tenho o menor pudor de chamar “teocratas e fascistas militantes”, estão se organizando politicamente contra nós. Nós queremos garantir nossa Liberdade, Liberdade sobre nossos corpos, nossos pensamentos, Liberdades filosóficas e religiosas (incluindo o direito de não professar nenhuma religião, sem precisarmos nos expor a situações vexatórias, como os pastores que acorrem em praça pública para nos “criticar”). Eles querem a liberdade para tirar nossa liberdade, o direito sagrado de usar da “liberdade de expressão” [distorcida] para nos calar e proibir que andemos de mãos dadas com nossos companheiros.

Que o bom exemplo de rebeldia com muita causa se torne cada vez mais freqüente. Que seja apenas o começo!

Por fim, o trailler de um documentário sobre a Marcha, com participação especial da pessoa que vos fala:

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nebacetin elabora jogo de tabuleiro com personagem gay


O laboratório farmacêutico Nycome modernizou o Jogo da Vida no intuito de promover a marca Nebacetin. Desde o início do mês os internautas já podem acessar o site e fazer o pedido para receber em casa uma das 39 mil unidades disponíveis do Jogo da Vida Famílias Modernas.

A iniciativa faz parte da plataforma “As famílias mudam. O jeito de cuidar não”, para mostrar que o tradicionalismo deu lugar para uma cultura diversificada, mas a necessidade de cuidado com a saúde da família permanece a mesma.

O Jogo da Vida Famílias Modernas apresenta quatro novos personagens: o filho de pais divorciados, o filho adotivo, o independente e o gay, que vivem diferentes situações para envolver os jogadores em contextos da atualidade. O produto é gratuito e o único custo para os consumidores são as despesas de entrega.Confira mais detalhes sobre o material no vídeo abaixo.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

SOU É HOMEM - de saia, salto alto e batom

Se homossexuais sofrem com o tabu pense então em um homem que não é homossexual mas adora usar as roupas da namorada ou a maquiagem da irmã? O crossdresser é assunto que choca os conservadores e faz a sociedade pensar ao contrário, é também o tema que a revista IDEIAS abordou essa semana. Para quem se interessou pela reportagem, segue um trechinho da reportagem.

SOU É HOMEM, MAS DE SAIA, SALTO ALTO E BATOM

Desde que o cartunista Laerte (imagem acima) apareceu de saia, salto alto e batom o assunto veio à tona. Mas o fetiche de vestir roupas do sexo oposto vem de muito tempo. O termo crossdresser é atual e significa em tradução literal “vestir-se ao contrário”. Nos Estados Unidos e na Europa este termo é bastante utilizado e diferencia a fantasia de usar roupas do sexo oposto das preferências sexuais de cada um. Como o assunto é tabu gera preconceitos e estranheza.

No Brasil, existe um site criado há 14 anos por Monique Michele, Deborah Lee, Priscila Queen e Deborah Cristina (nomes fictícios) voltado ao assunto chamado Brazilian Crossdresser Club (BCC), pioneiro no tema. O BCC é voltado a homens que vestem-se como mulher, pois existe também o crossdresser masculino, ou seja, mulheres que vestem-se como homens. Segundo o site, a finalidade é a integração social entre pessoas que têm a fantasia de usar roupas do sexo oposto ou crossdresser.

Se interessou? Confira a matéria na íntegra

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cine Pinkpoka: Mutação Sexual como Tabu

Ola a todos, em primeiro lugar, gostaria de expressar minha gratidão em relação ao carinho que tenho recebido dos leitores e amigos, desde que fui vitima daquela pavorosa agressão heteroterrorista.

Já estou melhorando, em breve, novidades. Bola pra frente.

A seguir apresento um documentario interessantíssimo (meu preferido na verdade) sobre um tema que aqinda é pouco debatido no meio LGBT: a mudança de sexo e gênero.

Este video, produzido pela National Geografic Latina, mostra varios tipos de experiências corporais, alem de apresentar os principais e acalorados debates entre os especialistas, desfocando da esfera, (na minha opinião dogmática) das ciências naturais, das ciências "psi" e da saúde. Ou seja, algumas das falas do filme são desconhecidas do grande publico.

E o mais importante, a obra trata de questões que chamaríamos de "travestilidade" e "transexualidade" indo para muito além das ideias em voga sobre "medicalização" e "identidade", mostra tais experiências pela entrada do que eu chamaria de "corporalidades" o uso dos corpos para a botenção de prazer e satisfação.

Para mim, o que mais marca no filme é a fala da bióloga Brigitte Baptiste, que realça sua tese de que a origem do fenomeno não é biológica e sim, socio-cultural. Interessante comparar sua visão com o relato da Designer Paula e com a experiência d@s muches mexicanas.

Assistir filmes sobre esta temática é sempre uma experiência nova e construtiva. Aproveitem



Infelizmente, por uma questão de espaço, opto por não postar todas as partes do filme aqui, mas o restante pode-se encontrar nos links abaixo:

Parte 2- Parte 3- Parte 4- Parte 5